Qualidade de vida é sinônimo de equilíbrio
Existe uma fórmula que “cura” todas as doenças: alimentação saudável, rica em vegetais frescos, cereais integrais e livre de gorduras em excesso, e prática regular de atividade física. Para todos os males do organismo, a recomendação dos médicos é a mesma: seja mais consciente à mesa e comece a praticar um esporte o quanto antes. Mas, de nada adianta ser comedido quanto ao cardápio e reservar tempo para a ginástica se o dia a dia for intenso e mal planejado.
Cuidar do intelecto, do psicológico e da vida emocional também é um passo importante para se conquistar a tão aclamada Qualidade de Vida.
Provocar a mudança de hábitos não é tarefa fácil, exige dedicação e disciplina. Muitas vezes, a vontade de mudar é bem menor do que as necessidades impostas pelo cotidiano: trabalho em excesso gera dividendos necessários para gerar felicidade. Certo? Errado. Há também quem concilia trabalho e estudos com forma de garantir um futuro melhor e muitas vezes “varam” a noite para completar relatórios e pesquisas. Considerar que a rotina estressante seja de grande valia no processo de construção de personalidades felizes é um erro cometido pela maioria das pessoas que trabalham em excesso, dispensam horários específicos para fazer as refeições e não creditam o valor real à prática de atividade física.
Por um lado, ouvimos dizer que somos responsáveis pelo tempo que vivemos. Outra teoria conclui que os seres humanos se tornaram escravo do trabalho, da rotina e, portanto, do tempo. Como temos livre arbítrio, podemos compreender, racionalmente, que o equilíbrio depende de nós, basta chutarmos algumas pedras que se encontram no caminho. É fácil mudar? Não. Surge então outro conceito que envolve a Qualidade de Vida. Criar condições para ampliar a qualidade de vida também passa pela questão psicológica. Não é fácil, mas é plenamente possível mudar e ser feliz.
Relacionamos abaixo alguns conceitos, dicas e recomendações sobre o principal "tripé" de uma vida saudável: atividade física regular, cardápio saudável e equilíbrio psicológico.
Atividade física – freqüência é mais importante
Parece até que os médicos ensaiam o coro: pratique atividade física. O que tem de ser bem entendido é a questão da regularidade. Alguns especialistas afirmam que, para começar, até uma volta no quarteirão vai fazer a diferença para quem é sedentário por completo, desde que faça uso daquela prática com regularidade, no mínino três vezes, embora o ideal seja em torno de cinco sessões semanais.
Portanto, não adianta jogar um partida de futebol aos sábados ou fazer uma caminhada na praia e achar que está cumprindo a recomendação médica. O corpo precisa da rotina para seja constantemente estimulado pela atividade física. É importante deixar bem clara a questão da intensidade dos exercícios, porque a atividade física em excesso pode ser tão prejudicial quanto a ausência da mesma. O volume praticado não pode ser ministrado numa única dose, pelo contrário, deve ser bem dosado, para que a musculatura não seja prejudicada e para que o corpo possa apresentar resultados efetivos.
A explicação é relativamente fácil de ser entendida: o corpo é suscetível a uma repetição. Se a pessoa não mantém o ritmo, a saúde do organismo desce para um nível mais baixo do que o inicial. O chamado “atleta de fim de semana” não melhora sua condição física porque o estímulo é baixo. O número de sessões semanais depende do tipo de pessoa e do que se espera dessa melhora de saúde, mas nunca deve ser inferior a três vezes. A prática regular exige força de vontade dos interessados e o tipo de atividade depende das escolhas de cada um, porém, é sempre bom lembrar que somente o médico pode orientar quanto à modalidade, o número de sessões e a intensidade dos exercícios.
Escolha a atividade que mais se adapta ao seu interesse e à sua necessidade e seja feliz.
Alimentação – equilíbrio e bom senso
Mais uma vez, tocamos no assunto do equilíbrio. Na alimentação, o principal destaque é a questão da regularidade. O erro para a maioria das pessoas começa logo cedo, “pulando” o café da manhã. Quem faz isso geralmente tem a tendência a exagerar no almoço. Os especialistas concordam que alimentação saudável é algo que deve ser distribuído por várias refeições no dia: café, almoço e jantar, além de lanches intermediários, de maneira que haja em torno de cinco refeições diárias.
Pratos coloridos e equilibrados representam doses completas de nutrientes necessários ao bom desenvolvimento do organismo. Confira abaixo a relação dos alimentos imprescindíveis para a conquista da Qualidade de Vida através da boa alimentação.
Resumindo: Alimentação saudável significa redução do açúcar e de gorduras de origem animal ao mínimo possível e aumento do consumo de hortaliças e frutas, além da preferência por alimentos integrais. Os nutricionistas recomendam o consumo de uma unidade de castanha do Pará por dia, porque ajuda a equilibrar a saúde por conter um alto teor de selênio, um anti-oxidante importante, e ainda possuir apenas gorduras de boa qualidade.
Psicológico – arejar a cabeça reduz estresse
Tristeza e melancolia, choros sem explicação, sentimentos de impotência perante as imposições do dia a dia. É comum as pessoas se depararem com um quadro depressivo resultado da péssima combinação: estresse, má alimentação e falta de atividade física.
O estado de saúde do corpo está intimamente ligado ao equilíbrio psicológico, portanto, de nada adiantará mudar hábitos de vida somente nos quesitos alimentação e atividade física. O desafio agora é estabilizar a condição psicológica, que muitas vezes entra em desordem total devido à pressão que as pessoas sofrem nas relações profissionais (seja volume excessivo de trabalho ou o desemprego) ou até mesmo no dia a dia, devido à violência urbana. Quanto aos jovens, o que “pega” mesmo é a pressão feita quanto ao futuro profissional. Na ansiedade por estabilidade econômica na vida adulta, muitos se sobrecarregam com muitas horas de estudos.
Além de reservar tempo para realizar as refeições com calma e para as atividades físicas regulares, cada pessoa deve procurar desenvolver atividades leves, que tenham como único foco relaxar a mente. Leituras de periódicos leves como leitura de revistas do seu interesse, caminhadas despropositadas, encontros com amigos (nesse ponto, as confrarias são ótimo exercício de descontração, porque reúnem pessoas de diversas ocupações, mas que têm algo em comum). Como vivemos em uma cidade litorânea, em que a brisa sopra suavemente, nunca é demais recomendar um passeio à beira-mar.
Caminhar ou pedalar na areia firme, quando a maré está seca, é um ótimo exercício de lazer, é o perfeito ócio criativo. Experimente também sorver devagarinho uma xícara de capuccino em um café de livraria, enquanto folheia algum best-seller, tomar sorvete e se lambuzar como criança, chorar de rir vendo uma comédia clássica, ler pela décima vez aquele livro preferido, enfim, esquecer - nem que seja por algumas horas, ou minutos – que as contas estão atrasadas, que o limite do cartão de crédito estourou, que a babá faltou, ou ainda, que o chefe é um tremendo “pé no saco”.
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